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Operadoras de telefonia celular e de cartões de débito e crédito, além de bancos e empresas de pagamentos tem redobrado esforços para fazer vingar no Brasil os serviços de pagamento móvel, que prometem substituir em alguns anos os tão populares cartões de plástico. Para o consumidor, esses serviços são apresentados como sendo de dois tipos: pagamento remoto por troca de mensagem (SMS) ou pagamento presencial sem contato com outras máquinas. O trabalho empreendido pelas empresas que compõem essa cadeia, no entanto, revela uma realidade complexa. Existem atualmente no mercado oito tipos de tecnologias em uso, das quais sete já são testadas em território brasileiro. A maioria das tecnologias pode ser usada com os aparelhos celulares já disponíveis no mercado e, para o consumidor, o custo é semelhante ao de um SMS ou de uma ligação local. Para as empresas que compõem a cadeia, essas tecnologias exigem um reforço da infraestrutura de banda larga e a adoção de softwares que garantam a efetivação das operações com um alto nível de segurança As tecnologias são testadas atualmente pelas operadoras Oi, Vivo, Claro e TIM.
O serviço de mensagem de texto (SMS) foi o primeiro a ser implantado no país, a partir de 2006, e permite a realização de compras, pagamento de impostos e serviços e transferências bancárias com o envio de mensagens. O USSD é uma variação do SMS, mas em lugar de o usuário enviar uma senha para confirmar a operação, ele recebe um menu de opções para responder. Esses serviços podem ser usados em qualquer celular e tem o custo de um SMS, as operadoras adotam para essas mensagens, a criptografia, que eleva o seu nível de segurança. A URA é um serviço que permite realizar operações do celular usando um software de reconhecimento de voz. No Brasil, no entanto, o padrão ainda não foi testado. Outras tecnologias simples, mas que exigem a gravação de aplicativos no celular são o SIM Toolkit e Java. O SIM Toolkit permite a gravação de aplicativos no cartão de memória do celular (SIM card) para que o usuário possa receber informações bancárias e realizar operações. Os celulares que aceitam a linguagem Java também possibilitam o acesso a aplicativos, por internet, para realizar os pagamentos móveis.
De acordo com a pesquisa, a tecnologia mais avançada e que exigirá investimentos tanto de usuários quanto das empresas envolvidas na cadeia é a comunicação por aproximação, ou NFC. Os consumidores necessitarão ter em mãos celulares com chips com sistemas de radiofrequência para permitir a leitura dos celulares pelos terminais de pagamento das lojas. A Nokia foi a primeira a lançar no país aparelhos com essa tecnologia. A Visa, em parceria com Banco do Brasil e Bradesco, lançou um aparelho da Nokia, vendido pela Claro, com essa tecnologia. Já a Redecard vende em parceria com a Vivo um chip que pode ser instalado nos celulares dos usuários interessados pelo serviço.
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